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O Médico diante do mistério

O médico é formado para responder. Diante de um sintoma, procura uma causa. Diante de uma alteração, constrói hipóteses. Diante de uma doença, avalia o que pode ser feito. Seu pensamento é educado para reduzir incertezas, distinguir possibilidades e transformar situações complexas em problemas que possam ser investigados. Essa disposição é indispensável. Quem procura um […]

Por Prof. Dr. Fernando Guedes6 min de leitura
O Médico diante do mistério
Ciência · experiência · humanismo · cuidado

O médico é formado para responder.

Diante de um sintoma, procura uma causa. Diante de uma alteração, constrói hipóteses. Diante de uma doença, avalia o que pode ser feito. Seu pensamento é educado para reduzir incertezas, distinguir possibilidades e transformar situações complexas em problemas que possam ser investigados.

Essa disposição é indispensável. Quem procura um médico espera encontrar alguém capaz de reconhecer perigos, interpretar sinais e agir com segurança. A dúvida pode fazer parte do raciocínio clínico, mas não dispensa o profissional da responsabilidade de buscar a melhor resposta disponível.

A medicina avançou justamente porque não se conformou com o desconhecido. Aquilo que durante séculos foi atribuído ao destino, a forças invisíveis ou à vontade divina começou a ser investigado por meio da observação, da experimentação e da razão. Doenças antes cercadas por temor e explicações imprecisas passaram a ser compreendidas em seus mecanismos. A investigação científica permitiu prevenir, tratar e curar condições que pareciam inevitáveis.

Reconhecer a grandeza dessa conquista é fundamental.

Mas a própria medicina conduz o médico a lugares nos quais nenhuma resposta consegue encerrar completamente a pergunta.

Uma doença pode começar como um problema clínico. Qual é o diagnóstico? Qual é sua extensão? Como poderá evoluir? Que tratamento deve ser instituído?

Quando o diagnóstico é confirmado, porém, outras perguntas podem aparecer.

Por que isso aconteceu comigo?

O que será de minha vida?

Quanto tempo ainda tenho?

Por que uma pessoa precisa sofrer?

O que existe depois da morte?

O médico pode explicar fatores de risco, mecanismos biológicos e probabilidades. Pode apresentar as opções terapêuticas e falar sobre o prognóstico. Mas nem todas essas perguntas solicitam uma informação médica. Algumas nascem quando a doença interrompe a continuidade da vida e coloca a pessoa diante de sua fragilidade, de seus vínculos, de seus projetos e de sua finitude.

Elas não pertencem necessariamente ao médico para serem respondidas.

Mas passam a pertencer ao encontro clínico porque são formuladas diante dele.

A dificuldade começa quando o profissional, treinado para oferecer soluções, encontra uma pergunta que não pode ser resolvida. Talvez tente transformá-la rapidamente em um problema conhecido. Talvez responda apenas à sua dimensão biológica. Talvez mude de assunto, procure tranquilizar ou se refugie em explicações técnicas.

Não necessariamente por indiferença.

Às vezes, o médico se afasta porque não sabe como permanecer quando já não possui uma resposta.

O filósofo francês Gabriel Marcel estabeleceu uma distinção fecunda entre problema e mistério.

Um problema pode ser colocado diante de nós. Podemos delimitá-lo, separar seus elementos, examiná-los e buscar uma solução. Mesmo que essa solução ainda não exista, o problema permanece exterior o suficiente para ser convertido em objeto de investigação.

O mistério possui outra natureza. Não está somente diante de nós, porque estamos implicados nele. Não pode ser inteiramente observado de fora. O amor, a esperança, a presença, o sofrimento e a morte não são apenas acontecimentos que analisamos. São experiências que pertencem à existência da qual também participamos.

O mistério não é um problema ainda não resolvido.

Essa diferença é decisiva.

Um problema pode deixar de existir quando encontramos sua solução. O mistério não desaparece necessariamente quando ampliamos nosso conhecimento. Podemos explicar muitos dos processos envolvidos em um acontecimento e, ainda assim, permanecer diante daquilo que ele significa.

A medicina conhece profundamente os mecanismos do nascimento. Acompanha o desenvolvimento fetal, avalia os processos fisiológicos da gestação, monitora a vitalidade e reconhece riscos. Pode intervir quando o parto ameaça a vida da mãe ou da criança.

Tudo isso pertence ao conhecimento e à responsabilidade médica.

Entretanto, nenhuma descrição fisiológica contém inteiramente o acontecimento de alguém começar a existir para os outros. O nascimento de uma criança não produz apenas modificações orgânicas. Reorganiza relações, inaugura responsabilidades, transforma identidades e inscreve uma presença nova na história de uma família.

O mistério não está apenas naquilo que ainda ignoramos sobre a formação da vida. Permanece também no significado de uma existência que começa.

Algo semelhante acontece com a consciência.

A neurociência ampliou extraordinariamente nossa compreensão sobre as relações entre cérebro, percepção, memória, linguagem, emoção e comportamento. Esses conhecimentos permitem reconhecer alterações, localizar funções, formular diagnósticos e desenvolver tratamentos.

Entretanto, observar os processos cerebrais associados a uma experiência não equivale a viver essa experiência por dentro.

Podemos identificar áreas ativadas quando alguém sente dor. Não sentimos aquela dor. Podemos estudar os processos relacionados à memória. Não habitamos as lembranças do outro. Podemos acompanhar alterações neurológicas que comprometem a linguagem e o reconhecimento. Ainda assim, não temos acesso direto ao modo como aquela pessoa experimenta o mundo quando já não consegue nos contar.

Essa questão se torna dolorosamente concreta diante de alguém que perdeu a capacidade de se comunicar.

A família olha para o paciente e pergunta: “Ele ainda nos reconhece?”

A medicina pode avaliar respostas, reflexos, padrões de atividade cerebral e níveis de consciência. Pode explicar o que os exames sugerem e quais são os limites dessa interpretação. Mas existe, por trás da pergunta, algo que nenhum equipamento consegue responder completamente.

Quanto daquela pessoa ainda está presente?

O que permanece de alguém quando desaparecem as formas pelas quais sempre o reconhecemos?

Essas perguntas não autorizam afirmações sem fundamento. Não podemos preencher a ausência de conhecimento com certezas reconfortantes. Também não deveríamos tratar a pergunta da família como irrelevante apenas porque ela ultrapassa aquilo que nossos instrumentos conseguem determinar.

Entre inventar uma resposta e recusar a pergunta existe a possibilidade de acolhê-la honestamente.

O mesmo ocorre diante do sofrimento.

A medicina procura identificar a causa da dor para poder aliviá-la. Muitas vezes consegue. Descobre uma inflamação, uma lesão, uma compressão ou uma alteração metabólica. Intervém sobre o mecanismo e reduz o sintoma.

Mas a explicação da causa não contém necessariamente toda a experiência de sofrer.

Uma dor não ameaça apenas o corpo. Pode ameaçar a autonomia, a identidade, os vínculos e o futuro imaginado. Pode interromper atividades que davam sentido à vida. Pode transformar a pessoa que sempre cuidou em alguém que precisa ser cuidado. Pode produzir a sensação de que o próprio corpo deixou de ser um lugar confiável.

O médico pode saber por que alguém sente dor e ainda não compreender por que aquela dor se tornou devastadora.

A explicação pergunta o que produz o sofrimento.

A compreensão precisa perguntar o que o sofrimento está destruindo.

Há sofrimentos que podem ser evitados e devem ser combatidos. Há dores que não possuem qualquer nobreza e não deveriam ser romantizadas. Procurar um significado para o sofrimento não significa justificá-lo, atribuir-lhe uma finalidade ou responsabilizar a pessoa por não conseguir transformá-lo em aprendizado.

O primeiro compromisso do cuidado continua sendo aliviar tudo o que puder ser aliviado.

Mas, quando alguma parte do sofrimento permanece, surge uma pergunta que nenhuma prescrição consegue responder sozinha: como essa pessoa poderá viver com o que aconteceu?

O médico talvez não saiba. O paciente talvez ainda não saiba. O sentido, quando pode ser encontrado, não vem necessariamente pronto. Às vezes, começa a nascer na possibilidade de falar, de ser escutado e de não atravessar sozinho aquilo que não pôde escolher.

Karl Jaspers chamou de “situações-limite” certas experiências das quais não podemos simplesmente escapar: o sofrimento, a culpa, a luta e a morte. Elas não são problemas comuns, porque não podem ser definitivamente eliminadas da condição humana. Diante delas, as formas habituais de controle se tornam insuficientes e somos confrontados com os limites de nossa própria existência.

A medicina encontra diariamente essas situações.

Talvez nenhuma delas revele com tanta intensidade a relação entre conhecimento e mistério quanto a morte.

O médico pode reconhecer que uma pessoa está morrendo. Pode explicar as mudanças que acontecerão no organismo, antecipar sintomas, aliviar desconfortos e evitar intervenções desproporcionais. Pode ajudar a família a compreender que a diminuição do apetite, as alterações respiratórias e o prolongamento do sono fazem parte de um processo esperado.

Esse conhecimento é precioso. Reduz o medo, protege contra procedimentos inúteis e permite que os últimos momentos sejam atravessados com maior serenidade.

Mas saber como alguém está morrendo não responde ao que a morte significa para quem está morrendo.

Um paciente pode perguntar ao médico:

“Doutor, o que o senhor acha que acontece depois?”

Essa pergunta coloca o profissional diante de um limite.

A ciência pode descrever o processo de morrer. Não pode afirmar cientificamente o que existe — ou não existe — depois da morte. O médico poderá possuir crenças pessoais, convicções religiosas ou uma posição filosófica. Mas não deve apresentá-las como conclusão da medicina.

Existem, então, dois riscos.

O primeiro é utilizar a vulnerabilidade do paciente para lhe oferecer uma crença que pertence ao profissional. O segundo é tratar sua pergunta como inadequada porque não pode ser respondida pelos métodos da ciência.

Entre a imposição e o silêncio existe uma terceira possibilidade.

O médico pode reconhecer a pergunta e devolvê-la com respeito:

“O que você pensa sobre isso?”

“O que lhe traz amparo neste momento?”

“Existe alguma crença ou tradição que seja importante para você?”

Talvez o paciente não estivesse pedindo uma teoria sobre a morte. Talvez estivesse procurando autorização para falar sobre o medo. Talvez desejasse compartilhar uma esperança sem ser ridicularizado. Talvez precisasse apenas saber se o médico continuaria ao seu lado quando já não houvesse tratamento capaz de mudar o desfecho.

O profissional não precisa possuir uma resposta sobre a morte para acolher a pergunta de quem está morrendo.

Essa atitude exige humildade epistemológica.

A expressão pode parecer uma forma elegante de dizer que sabemos pouco. Mas seu significado é mais rigoroso. Humildade epistemológica é a capacidade de reconhecer a natureza, a extensão e os limites daquilo que afirmamos conhecer.

Não significa duvidar de tudo. Não coloca evidências científicas, opiniões pessoais e crenças religiosas no mesmo nível. Ao contrário, exige que saibamos distingui-las.

Existem afirmações sustentadas por conhecimentos sólidos. Outras representam hipóteses prováveis. Algumas permanecem incertas. Há questões sobre as quais a ciência ainda não possui respostas suficientes. E existem convicções que pertencem à filosofia, à espiritualidade ou à experiência pessoal.

A honestidade exige que não apresentemos uma categoria como se pertencesse a outra.

Quando o médico diz “não sei”, sua fala pode assumir significados muito diferentes. Pode revelar despreparo, se ignora algo que deveria conhecer. Pode expressar negligência, se não procura investigar uma questão relevante. Mas também pode representar integridade, quando reconhece que determinada pergunta ultrapassa os conhecimentos disponíveis.

Dizer “não sei” não precisa encerrar a conversa.

Pode ser seguido por:

“Vamos procurar compreender.”

“Posso explicar até onde o conhecimento nos permite chegar.”

“Não tenho essa resposta, mas posso permanecer aqui enquanto falamos sobre o que isso significa para você.”

A certeza indevida não fortalece a autoridade médica. Apenas a torna mais frágil.

O verdadeiro rigor não consiste em oferecer uma resposta para tudo, mas em afirmar com clareza o que sabemos, reconhecer o que permanece incerto e não utilizar a linguagem da ciência para conferir autoridade às nossas crenças particulares.

Blaise Pascal, matemático, físico, filósofo e homem de fé, reconheceu com intensidade a grandeza e a fragilidade humanas. O ser humano é capaz de conhecer o universo e, ao mesmo tempo, permanece vulnerável diante dele. Nossa capacidade racional nos eleva, mas não nos retira da condição de seres finitos.

A razão não se torna menor quando reconhece seus limites.

Torna-se mais consciente de seu alcance.

Esse reconhecimento também ajuda a distinguir ciência de cientificismo.

A ciência é uma forma rigorosa de investigação. Formula perguntas, constrói métodos, submete hipóteses à verificação e aceita revisar suas conclusões. Sua força não está em prometer uma verdade completa e definitiva, mas em estabelecer conhecimentos confiáveis dentro de condições determinadas.

O cientificismo começa quando transformamos essa forma de conhecimento em uma afirmação sobre a totalidade da realidade: somente aquilo que pode ser investigado pelos métodos científicos atuais seria verdadeiro, real ou importante.

Essa conclusão não é produzida pela ciência. É uma posição filosófica sobre a ciência.

Reconhecer essa diferença não abre espaço para aceitar qualquer crença como conhecimento. Também não transforma o inexplicado em prova do sobrenatural. Aquilo que ainda não sabemos deve continuar sendo investigado. Lacunas científicas não devem ser preenchidas por explicações metafísicas apresentadas como certezas.

O mistério não é um esconderijo para a ignorância.

Talvez seja justamente aquilo que nos impede de transformar o desconhecido em uma falsa explicação.

A relação entre medicina e espiritualidade precisa ser compreendida dentro desse cuidado.

A medicina não precisa escolher entre ciência e espiritualidade. Precisa reconhecer os limites e as contribuições de cada forma de conhecimento, reunindo-as sem confundi-las.

À ciência cabe investigar os mecanismos das doenças, avaliar os tratamentos e estabelecer conhecimentos que possam ser criticados, verificados e compartilhados. A espiritualidade pode participar da maneira como uma pessoa procura sentido, enfrenta a finitude, preserva a esperança e se relaciona com aquilo que considera sagrado ou transcendente.

Uma não deve usurpar o lugar da outra.

A espiritualidade não explica a alteração biológica. Não substitui o tratamento, não confirma diagnósticos e não deve ser apresentada como garantia de cura. Também não deve ser acrescentada à medicina como um novo procedimento, aplicado indiscriminadamente a todos os pacientes.

Ela deve ampliar a compreensão de quem é a pessoa que adoece.

Para alguém, a fé pode ser fonte de amparo. Para outra pessoa, uma experiência religiosa anterior pode ter produzido culpa ou sofrimento. Há quem encontre sentido numa tradição espiritual. Há quem não possua crença religiosa e construa significado por meio dos vínculos, da arte, da natureza, da filosofia ou do compromisso com aqueles que ama.

Reconhecer a dimensão espiritual não significa pressupor uma resposta. Significa permitir que o paciente diga o que sustenta sua vida quando as certezas habituais desmoronam.

O respeito à espiritualidade inclui o respeito à ausência dela.

Hans-Georg Gadamer refletiu sobre os limites da técnica e sobre a medicina como uma prática que não pode ser reduzida à simples produção de resultados. O conhecimento científico amplia o poder de intervir, mas a arte de cuidar exige discernir como esse poder deve ser utilizado diante de uma existência concreta.

A técnica se torna especialmente tentadora diante da morte. Quando já não conseguimos curar, podemos continuar intervindo porque fazer alguma coisa parece mais suportável do que reconhecer o limite. Novos exames, procedimentos e medicamentos preservam a sensação de atividade.

Às vezes, essas intervenções ainda oferecem benefício.

Em outras situações, apenas adiam o momento em que médico, paciente e família precisarão admitir que a pergunta deixou de ser “como evitar a morte?” e passou a ser “como cuidar desta pessoa enquanto ela morre?”

Esse deslocamento não representa desistência.

Pode representar uma forma mais profunda de responsabilidade.

O médico continuará tratando o que puder ser tratado, aliviando o que puder ser aliviado e protegendo a pessoa de sofrimentos evitáveis. Mas deixará de medir seu valor exclusivamente pela capacidade de impedir o desfecho.

Existem momentos em que o maior cuidado não está em realizar mais uma intervenção, mas em não abandonar.

Diante de um problema, o médico investiga.

Diante de uma urgência, age.

Diante de uma incerteza, procura as melhores evidências.

Diante de uma crença, respeita a liberdade do paciente.

E, diante de uma pergunta sem resposta definitiva, pode permanecer.

Essa permanência não é passividade. Exige coragem para suportar a própria limitação sem fugir para uma explicação técnica, uma promessa vazia ou uma certeza metafísica. Exige reconhecer que nem toda pergunta precisa ser respondida para ser acolhida.

O médico está diante do mistério sempre que a vida ultrapassa aquilo que ele consegue explicar sobre ela.

Está diante do recém-nascido cujo organismo conhece, mas cuja existência apenas começa a revelar-se. Diante da pessoa que já não consegue se comunicar, embora continue convocando a presença daqueles que a amam. Diante do sofrimento que pode aliviar, mas não compreender inteiramente. Diante da morte que pode acompanhar, mas não decifrar.

Seu conhecimento continua indispensável em todos esses momentos.

Mas talvez seja a humildade que lhe permita utilizá-lo sem transformar uma compreensão parcial em pretensão de totalidade.

Reconhecer o mistério não significa abandonar a razão. Significa reconhecer honestamente até onde ela consegue nos conduzir.

A medicina oferece instrumentos para atravessar grande parte do oceano. Conhece correntes, marés, ventos e caminhos de navegação. Cada nova descoberta permite avançar um pouco mais.

Mas nenhum mapa elimina a profundidade das águas.

O médico não precisa possuir todas as respostas para permanecer ao lado de quem atravessa as perguntas fundamentais da existência.

Talvez, em certos momentos, sua presença seja justamente a resposta que ainda pode oferecer.

Referências bibliográficas

GADAMER, Hans-Georg. O caráter oculto da saúde. Tradução de Antônio Luz Costa. Petrópolis: Vozes, 2006.

JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento filosófico. Tradução de Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota. 9. ed. São Paulo: Cultrix, 1993.

MARCEL, Gabriel. The mystery of being: reflection and mystery. v. 1. Tradução de G. S. Fraser. London: Harvill Press, 1950.

PASCAL, Blaise. Pensamentos. Tradução de Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

“O conhecimento ganha sentido quando se transforma em presença e cuidado.”

Esta publicação integra a produção editorial do Instituto de Formação Humanística em Saúde e propõe ampliar o diálogo entre ciência, experiência profissional e compreensão humana.

FG
Prof. Dr. Fernando Guedes

Médico, professor, palestrante e escritor.